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segunda-feira

Deixar os outros com fome.


Deixe um resto de néctar nos lábios.
O desejo é a medida da estima.
É bom aliviar a sede física , mas não sacia-la: o bom, se é pouco, é bom duas vezes. Perde-se muito na segunda vez.
As grandes doses de agrado são perigosas porque levam a se desprezar a mais eterna superioridade.
A única regra para agradar é pegar o apetite com fome.
Um desejo impaciente é mais estimulante do que se fartar de prazer.
Uma felicidade difícil de se conseguir é desfrutada em dobro.

Baltasar Gracián

terça-feira

Moderação no julgar.

Cada um pensa conforme lhe convém e apresenta razões para suas caprichosas opiniões.
A maior parte dos homens põe a paixão na frente do juízo.
Quando duas pessoas sustentam posições contrarias, cada uma pensa ter razão.
Mas a razão é fiel e não tem duas caras.
O sábio deve agir com cautela em assuntos tão delicados, e sua própria dúvida irá corrigir o julgamento inicial sobre o comportamento alheio.
Ao se colocar no lugar do outro e examinar seus motivos, não condenará nem se justificará tão cegamente.



Veja mais de Baltasar Gracian no nosso blog
www.baltasar-gracian.blogspot.com

domingo

Lembrando o discurso de transmissão de cargo e posse da Associação Comercial do Guarujá 1999.


MUITO FAZ QUEM NÃO ATRAPALHA




Há um ano fui convidado a assumir a presidência da Associação Comercial de Guarujá. Tentei de todas as maneiras furtar-me à responsabilidade, capitulando quando percebi que nesse crítico momento ou aceitava ou veria perdido o trabalho de muitos companheiros que como eu buscavam levantar a associação que tem mais de trinta anos na cidade.
Em nenhum momento achei que seria fácil a missão.
Tínhamos poucos sócios pagantes, uma receita mensal em torno de mil reais, insuficiente para pagar o aluguel e a secretária e um saldo negativo que foi coberto antes da posse por alguns sócios.
Pior do que a situação financeira, era o acreditar na possibilidade de uma associação para servir e não para servir-se.
Ousei mostrar serviço sem pedir nada. Trabalhei com a prioridade de fortalecer o quadro associativo. Hoje temos quase 500 sócios pagantes, receita suficiente para cobrir todos os gastos, o que nos permite investir na imagem da Associação, fornecer balcão do SEBRAE, Serviço de Proteção ao Crédito, convênio com assistência médica e dentaria a custos mais baixos para os associados, na UNIMED e TOI.
Tão importante como os serviços e a representatividade conseguida, impusemos respeito.
Respeito que foi muitas vezes colocado à prova com intrigas e mesquinharias, mas que resistiu por todo o meu mandato com respostas incisivas, educadas e sem medo, fazendo calar a boca os detratores da verdade.
Nesse trajeto perdemos uns quatro ou cinco sócios por não concordarem com o que não estão acostumados a conviver.
Honestidade, probidade, hombridade e outras boas condutas que não puderam suportar.
Tivemos a perda, essa sim irreparável, do colega, amigo, mestre e responsável maior pela reativação da associação, o inesquecível Vitor de Azevedo Marques, com quem pouco convivi e muito aprendi e a quem credito todo mérito que possa ser destinado à minha gestão. Foi ele quem me convenceu que seria possível ajudar a classe e a cidade por esse caminho.
Para quem não acompanhou nesse pouco tempo o trabalho dos colegas Luis Pagode, Ronaldo Sachs, Sérgio Cesar, Heitor Gonzales, Alcy Leite e alguns outros, pode parecer que o trabalho foi fácil, mas efetivamente não foi, como podem testemunhar todos que aqui estão.
Se tivéssemos mais alguns como eles, certamente teríamos mais de mil associados, o que vamos conseguir nesse próximo ano, com o novo presidente que poderia ser sem dúvida qualquer um dos acima nomeados, mas que por nossa escolha será Heitor Gonzales, com quem estaremos bem representados.
Continuarei participando da associação com o novo conselho administrativo que terá uma função mais atuante, que junta os nomes mais representativos da cidade, sem preocupação política de agradar ninguém.
Não é possível esquecer a colaboração da nossa secretária Heloísa e do moço Wagner, bem como de muitos que anônima e abnegadamente ajudaram a colocar a Associação Comercial na confortável situação de uma das maiores associações de classe da cidade.
O trabalho da próxima diretoria será ainda mais difícil.
Pouco foi nos cobrado, já que estávamos sedimentando uma base, partindo de quase nada.
Daqui para a frente, as cobranças e comparações serão inevitáveis, o que será bom para a associação e para os associados, que deverão colaborar ainda mais para o crescimento de sua representatividade.

Alguns podem pensar que as coisas serão mais fáceis para o poder que não cumpre as suas obrigações e dificulta como pode a vida dos comerciantes.
Tenho certeza de que próximo presidente fará exatamente como eu fiz, lutando contra os privilégios odiosos dos afilhados do poder, contra a concorrência desleal que admite o comércio temporário predatório e outros privilégios que todos conhecemos e abominamos.
Seu bom senso não permitirá que confundam franqueza com fraqueza.
Para quem não colaborou e tentou prejudicar a Associação no passado. Não tente isso com a atual diretoria, pois não foi fácil e nem vai ser...
Muito faz quem não atrapalha.
Aquele com seus longos e repetitivos discursos, não tem vergonha de mentir, prometer, acusar de turma do quanto pior melhor, de fracassomaníacos, reis do blá... blá... blá... e outros termos copiados do nosso presidente, não nos ajudou em nada nesse ano, tentou na verdade e muitas vezes conseguiu, desestimular, atrapalhar, atravancar o trabalho que hoje entrego ao atual presidente que será, como eu fui, pura e tão somente representante da vontade dos que o indicaram, com um compromisso maior do que continuar o trabalho.
Com certeza o tom dessas minhas palavras não agradará a muitos e desagradará os de sempre.
Deixo ao meu sucessor os melhores votos e tenho certeza ele terá muito sucesso,para o bem e gáudio de toda a classe que representa.
Muita sorte e bom trabalho, senhor presidente.

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE GUARUJÁ
Mário Pacheco Guzman

Presidente do Conselho Deliberativo
1.999

Noite de tormenta....

O nome do filme é Noites de Tormenta em português, título original “Nights in Rodanthe”.
Com Richarde Gere e Diane Lane.
E a noite de tormenta é assistir ao que certamente é o pior filme que eu já vi estrelado pelo famoso e charmoso ator.
Pensei seriamente em deixar de gostar desse alguém que se propõe a fazer um filme tão ruim por (muito) dinheiro.
Não sou crítico e a menção a uma frase publicada no New York Dailly News onde uma tal de Elisabeth Weitzman
Escreveu: “É um prazer assistir esse deslumbrante par apaixonado” deve ter sido pinçada em alguma carta de fã, que termina com” Como é que eles conseguiram participar dessa porcaria ”.
Nem ter visto o filme sem pagar, uma vez que minha amiga Marília do Prado foi embora para São Paulo e pediu que eu entregasse o filme na locadora, fez com que eu esquecesse a revolta de passar um tempão vendo esse lixo. Melhor seria ter visto o Pânico...

quarta-feira

2009

Se o ano começa depois do carnaval ainda é tempo...

Eu sempre imagino para o ano novo, que finalmente vou tomar uma atitude para deixar de lado algumas coisas, pequenas coisas, como por exemplo me incomodar com a corrupção dos políticos.
Sempre acabo deixando essa e outras decisões para qualquer outro dia.
Mas tem gente que faz pior. Tem gente que tem tanta coisa deixada para o próximo ano, que vai precisar de uns dez anos só para tomar metade dessas atitudes.
Não importa.
O certo é, que como disse Oscar Wilde, “a vida é importante demais para ser levada a sério” e tendo essa máxima bem presente poderemos aceitar o que acontece no mundo.
O ano de 2008, como todos os anos que passaram, deixa marcas na minha vida.
Mais do que mágoas e alegrias, deixa
lembranças do que meus pais me ensinaram, meus amigos me mostraram e algumas pessoas com as quais eu tive de conviver me obrigaram a saber que existem.
Restou saber e lembrar de como fui e sou feliz por ser honesto e bom, de ter ajudado muitos, de ter tido pais que me ensinaram, de não ter filhos que não precisarei ensinar nem saber se aprenderão as lições que não sei se saberia ensinar.
Desejo um ano cheio de conquistas os meus amigos, para aqueles que fingem ser e principalmente para aqueles que
acham que são meus inimigos.
É um grande prazer ver o sucesso da maioria das pessoas e um pequeno prazer ver a dor da inveja de uns poucos.

MG

sexta-feira

Publicado neste blog após a temporada de 2008

Publiquei esse texto em 21 de janeiro de 2008. Incrível, continua atual!




AQUI NÃO!!!!

O que se viu nessa temporada de 2.008 no Guarujá, além das costumeiras queixas "demais", foi gente “de menos”.

Não posso falar que foi a metade, nem ninguém vai falar que foi o dobro. Ninguém contou! Como a lua, o que não cresce, diminui.

Eu não tenho obrigação de fazer pesquisas, contar gente, nem elaborar estatísticas.

O governo sim! Mas governante está preocupado só com a arrecadação, para não dizer que os maus governantes têm de continuamente apagar os incêndios que a oposição semeia.

Uns sérios, outros menos sérios. Mas todas graves denúncias, que levam a escândalos de todos os tipos.

Não é preciso ser oposição (eu não sou) para dizer que, mercê da incompetência das nossas sucessivas administrações, o Guarujá está cada vez mais feio. Mais feio e mais cheio de pobres. Aviso a todos que o problema não é não gostar ou não de pobre, o problema é que eu, nem ninguém, gosta de ser pobre.

Minto, político gosta de pobre, porque pobre está sempre precisando de favor e esmola e pronto para vender barato seu voto desqualificado.

Mas o Guarujá está ficando pobre.

Os comerciantes do Guarujá estão ficando pobres.
E comerciante do Guarujá é pior que pobre. Nem favor ou socorro sabe pedir.
Ricas estão ficando as grandes redes como as Casas Bahia, os Supermercados da Rede Pão de Açúcar, as redes de farmácia.
Esses ganham o dinheiro aqui e levam de helicóptero e jatinho o lucro para Trancoso.

Não há mais açougues, padarias, papelarias e outros pequenos comércios que sustentaram as famílias que fizeram o Guarujá.

Li recentemente mais um desabafo dos poucos que chegam à imprensa, de um comerciante que ainda tem um fio de voz para reclamar da concorrência desleal dos shoppings de verão e da vergonha que é o loteamento das praias e das praças.

Dizia ele que a Associação Comercial do Guarujá deveria lutar pelos comerciantes radicados na cidade. Para quem não sabe, Guarujá tem uma Associação Comercial, mas desafio que ela mostre as reclamações que faz aos poderes constituídos a favor de seus associados.

O título “Aqui não!” é idéia antiga de que os problemas sociais devem, sim, ser discutidos.

Mas não na avenida da praia, não expondo os pobres de todas as demais cidades desfilando na outrora Pérola, na passarela da cidade.

Todas as reivindicações de comerciantes, turistas, veranistas e moradores são respondidos com desculpas de problemas crônicos da nossa economia e problemas sociais.

Esses problemas estão levando nossa cidade a ser a passarela dos pobres, sem teto e abandonados.
Pelo amor de Deus! Na avenida da praia?
Aqui não!

Marinho Guzman