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quarta-feira

Filtro solar.


(do original de Baz Luhrmann Everybody's free- to use
sunscreen, regravado por Pedro Bial)

Nunca deixem de usar filtro solar.
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro, seria
esta:
Use filtro solar.
Aproveite bem, o máximo que puder o poder e a beleza
da juventude.
Ou então esquece. Você nunca vai entender mesmo o
poder e a beleza da juventude até que tenham se
apagado.

Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que a preocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver um equação de álgebra.
Todo o dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta
medo de verdade.
Cante.
Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Não perca tempo com a inveja.
Às vezes se está por cima, às vezes por baixo.
A peleja é longa.
E no fim, é você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber, esqueça as ofensas.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos 22, o que queriam da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que eu conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos, você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda
em suas Bodas de Diamante.
Dance
Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora de vez.
Seja legal com os seus irmãos, eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre
mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vêm, mas nunca abra mão de uns poucos bons.
More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje.


Cuidado com os conselhos que comprar.
Mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo,
Esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo para mais do que vale.

Mas no filtro solar, acredite ...

segunda-feira

Deixar os outros com fome.


Deixe um resto de néctar nos lábios.
O desejo é a medida da estima.
É bom aliviar a sede física , mas não sacia-la: o bom, se é pouco, é bom duas vezes. Perde-se muito na segunda vez.
As grandes doses de agrado são perigosas porque levam a se desprezar a mais eterna superioridade.
A única regra para agradar é pegar o apetite com fome.
Um desejo impaciente é mais estimulante do que se fartar de prazer.
Uma felicidade difícil de se conseguir é desfrutada em dobro.

Baltasar Gracián

sexta-feira

Gibran Khalil Gibran



"Somos todos prisioneiros, mas alguns de nós estão em celas com janelas, e outros sem."


"Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria."

"Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores."

"O exagero é a verdade que perdeu a calma."

"Uma vida sem amor é como árvores sem flores e sem frutos. E um amor sem beleza é como flores sem perfume. Vida, amor, beleza: eis a minha trindade."

"Alguns ouvem com as orelhas, outros com o estômago, outros ainda com o bolso e há aqueles que não ouvem absolutamente nada."

"Para entender o coração e a mente de uma pessoa, não olhe para o que ela já conseguiu, mas para o que ela aspira."

"As flores desabrocham para continuar a viver, pois reter é perecer."
"Vivemos só para descobrir beleza. Todo o resto é uma forma de espera."

"Quem não sabe aceitar as pequenas falhas das mulheres não aproveitará suas grandes virtudes."

"A neve e as tempestades matam as flores, mas nada podem contra as sementes"

Gibran Khalil Gibran

terça-feira

BOLETIM DA FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas)

Em defesa da profissão de jornalista
03/02/2009 16:55
FENAJ e Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma definem novas ações

Com o fim do recesso no judiciário, o julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a constitucionalidade da exigência do diploma para o exercício da profissão, está no centro das lutas dos jornalistas brasileiros em 2009.

Engajados no fortalecimento do movimento, a Executiva da FENAJ e a Coordenação Nacional da Campanha em Defesa do Diploma preparam novas peças, orientações e atividades.

Reunida em Brasília nos dias 24 e 25 de janeiro, a Executiva da FENAJ definiu novas ações e materiais para a Campanha.

Compreendendo a defesa do diploma como instrumento necessário para a defesa do interesse público na comunicação, para a qualidade da informação, do Jornalismo e para a valorização da profissão, a Executiva da Federação deliberou que as peças a serem produzidas, como um folder e DVD para ampliar o diálogo com a sociedade, terão nova logomarca, identidade visual e que a campanha em defesa do diploma deve estar intimamente ligada com a campanha em defesa da criação do Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ).

Já a Coordenação da Campanha, que se reuniu no dia 29 de janeiro, encaminhou novas orientações aos integrantes do movimento. Além de indicações já apontadas anteriormente, como a de dar visibilidade à defesa do diploma nas atividades de Carnaval e prosseguimento de eventos de lançamento do livro “Formação Superior em Jornalismo – Uma exigência que interessa à sociedade”, bem como de disponibilização do livro para venda na internet e livrarias, devem ser buscados novos apoios ao movimento.

A Coordenação da Campanha prepara um novo calendário de mobilização.

A ideia é ligar a campanha em defesa do diploma com as datas importantes para o campo do Jornalismo, como 7 de abril (Dia do Jornalista), 3 de maio (Dia Mundial da Liberdade de Expressão) e com o calendário de eventos das entidades que integram o movimento. Outra proposta é realizar novo ato público em Brasília, em frente ao STF, ainda em março. E pretende-se, também, realizar um Dia Nacional de Mobilização a cada mês, com atividades nos estados, até o julgamento do recurso.

Tal calendário de mobilização, no entanto, ainda precisa ser submetido à aprovação das instâncias do movimento.Uma orientação já aprovada é a de que campanha em defesa do diploma entre em ritmo acelerado já na volta às aulas.

O objetivo é estimular Sindicatos, professores, estudantes e escolas para que a campanha esteja presente em atividades como aulas inaugurais, palestras, lançamentos e debates sobre o livro “Formação Superior em Jornalismo – Uma exigência que interessa à sociedade” e montagem de banquinhas para distribuição de panfletos, adesivos e venda de materiais da campanha como camisetas e o livro.Programa estimula a qualidade da formação em JornalismoJá está disponível no site da FENAJ o "Programa Nacional de Estímulo à Qualidade da Formação em Jornalismo- Versão 2008". Sua atualização foi aprovada no XXXIII Congresso Nacional dos Jornalistas.

O documento é instrumento essencial para a reflexão sobre o aprimoramento da formação pedagógico, seja técnica ou teórica, dos futuros jornalistas nas universidades brasileiras. A recomendação é que não só os professores dos cursos de jornalismo, mas também os profissionais que atuam nas redações analisem as discussões propostas pelo programa e ajudem a divulgá-las ou mesmo implementá-las.

O texto defende que os acadêmicos devem ter acesso a uma formação não só técnica, mas também teórica e cultural.

Nos aspectos teóricos, sugere-se o estudo do processo histórico que gera os fatos contemporâneos, a compreensão sobre como se articula a mídia em suas diferentes vertentes e mesmo a relação da profissão com a ciência e a arte.

Quanto à formação técnica, a ideia é que os estudantes conheçam profundamente as possibilidades de expressão em termos de linguagem de cada meio de comunicação e as interações possíveis, tenham contatos com noções de administração e possam criar os seus próprios produtos em várias mídias, democratizando o acesso à informação.

O programa é mais um importante ponto de defesa do diploma de jornalismo como instrumento essencial para exercer a profissão.

sexta-feira

Publicado neste blog após a temporada de 2008

Publiquei esse texto em 21 de janeiro de 2008. Incrível, continua atual!




AQUI NÃO!!!!

O que se viu nessa temporada de 2.008 no Guarujá, além das costumeiras queixas "demais", foi gente “de menos”.

Não posso falar que foi a metade, nem ninguém vai falar que foi o dobro. Ninguém contou! Como a lua, o que não cresce, diminui.

Eu não tenho obrigação de fazer pesquisas, contar gente, nem elaborar estatísticas.

O governo sim! Mas governante está preocupado só com a arrecadação, para não dizer que os maus governantes têm de continuamente apagar os incêndios que a oposição semeia.

Uns sérios, outros menos sérios. Mas todas graves denúncias, que levam a escândalos de todos os tipos.

Não é preciso ser oposição (eu não sou) para dizer que, mercê da incompetência das nossas sucessivas administrações, o Guarujá está cada vez mais feio. Mais feio e mais cheio de pobres. Aviso a todos que o problema não é não gostar ou não de pobre, o problema é que eu, nem ninguém, gosta de ser pobre.

Minto, político gosta de pobre, porque pobre está sempre precisando de favor e esmola e pronto para vender barato seu voto desqualificado.

Mas o Guarujá está ficando pobre.

Os comerciantes do Guarujá estão ficando pobres.
E comerciante do Guarujá é pior que pobre. Nem favor ou socorro sabe pedir.
Ricas estão ficando as grandes redes como as Casas Bahia, os Supermercados da Rede Pão de Açúcar, as redes de farmácia.
Esses ganham o dinheiro aqui e levam de helicóptero e jatinho o lucro para Trancoso.

Não há mais açougues, padarias, papelarias e outros pequenos comércios que sustentaram as famílias que fizeram o Guarujá.

Li recentemente mais um desabafo dos poucos que chegam à imprensa, de um comerciante que ainda tem um fio de voz para reclamar da concorrência desleal dos shoppings de verão e da vergonha que é o loteamento das praias e das praças.

Dizia ele que a Associação Comercial do Guarujá deveria lutar pelos comerciantes radicados na cidade. Para quem não sabe, Guarujá tem uma Associação Comercial, mas desafio que ela mostre as reclamações que faz aos poderes constituídos a favor de seus associados.

O título “Aqui não!” é idéia antiga de que os problemas sociais devem, sim, ser discutidos.

Mas não na avenida da praia, não expondo os pobres de todas as demais cidades desfilando na outrora Pérola, na passarela da cidade.

Todas as reivindicações de comerciantes, turistas, veranistas e moradores são respondidos com desculpas de problemas crônicos da nossa economia e problemas sociais.

Esses problemas estão levando nossa cidade a ser a passarela dos pobres, sem teto e abandonados.
Pelo amor de Deus! Na avenida da praia?
Aqui não!

Marinho Guzman




segunda-feira

AQUI NÃO!!!!

AQUI NÃO!!!!

O que se viu nessa temporada de 2.008 no Guarujá, além das costumeiras queixas "demais", foi gente “de menos”.
Não posso falar que foi a metade, nem ninguém vai falar que foi o dobro. Ninguém contou!
Como a lua, o que não cresce, diminui.
Eu não tenho obrigação de fazer pesquisas, contar gente, nem elaborar estatísticas. O governo sim!
Mas governante está preocupado só com a arrecadação, para não dizer que os maus governantes têm de continuamente apagar os incêndios que a oposição semeia.
Uns sérios, outros menos sérios. Mas todas graves denúncias, que levam a escândalos de todos os tipos.
Não é preciso ser oposição (eu não sou) para dizer que, mercê da incompetência das nossas sucessivas administrações, o Guarujá está cada vez mais feio. Mais feio e mais cheio de pobres.
Aviso a todos que o problema não é não gostar ou não de pobre, o problema é que eu, nem ninguém, gosta de ser pobre.
Minto, político gosta de pobre, porque pobre está sempre precisando de favor e esmola e pronto para vender barato seu voto desqualificado.
Mas o Guarujá está ficando pobre. Os comerciantes do Guarujá estão ficando pobres. E comerciante do Guarujá é pior que pobre.
Nem favor ou socorro sabe pedir.
Ricas estão ficando as grandes redes como as Casas Bahia, os Supermercados da Rede Pão de Açúcar, as redes de farmácia.
Esses ganham o dinheiro aqui e levam de helicóptero e jatinho o lucro para Trancoso.
Não há mais açougues, padarias, papelarias e outros pequenos comércios que sustentaram as famílias que fizeram o Guarujá.
Li recentemente mais um desabafo dos poucos que chegam à imprensa, de um comerciante que ainda tem um fio de voz para reclamar da concorrência desleal dos shoppings de verão e da vergonha que é o loteamento das praias e das praças.
Dizia ele que a Associação Comercial do Guarujá deveria lutar pelos comerciantes radicados na cidade.
Para quem não sabe, Guarujá tem uma Associação Comercial, mas desafio que ela mostre as reclamações que faz aos poderes constituídos a favor de seus associados.
O título “Aqui não!” é idéia antiga de que os problemas sociais devem, sim, ser discutidos. Mas não na avenida da praia, não expondo os pobres de todas as demais cidades desfilando na outrora Pérola, na passarela da cidade.
Todas as reivindicações de comerciantes, turistas, veranistas e moradores são respondidos com desculpas de problemas crônicos da nossa economia e problemas sociais.
Esses problemas estão levando nossa cidade a ser a passarela dos pobres, sem tetos e abandonados.
Pelo amor de Deus! Na avenida da praia?
Aqui não!
M.G.



quarta-feira

RAZÃO E VERDADE

Razão e verdade.

Palavras conhecidas, bastante empregadas, às vezes erroneamente.
Muitas vezes temos a razão e não temos a verdade.
Isso porque, a razão não é única, duas pessoas podem ter razão e só uma é a verdade. Não a aparência da verdade, más a verdade.
Quando discutimos com alguém, quando expomos os nossos argumentos e existe razão nos nossos motivos, muitas vezes estamos enxergando mais ou só, a importância dos fatos que nos convém. A outra parte pode ter também razão nos seus argumentos, e se estiver vendo só a importância do que lhe convém, não haverá possibilidade de acordo.
Temos que aprender a buscar a verdade e não a aparência da verdade ou simplesmente a razão.
Assim, a prefeitura está tentando resolver o problema da remodelação da orla, mais precisamente dos calçadões, necessidade desde a muito tempo protelada, por todos os que deixaram que a obra mais importante para o turismo de Guarujá, feita pelo melhor prefeito que a cidade já teve, Jaime Daige, se perdesse por falta exclusiva de manutenção. A prefeitura tem razão.
Comerciantes e proprietários de imóveis duas categorias que representam a maior força econômica da cidade, contestam a maneira como tem sido conduzido o assunto, uma vez que não existiu qualquer tipo de consulta ou estudo para a viabilização das obras, não existindo sequer projeto aprovando as medidas a serem tomadas, obras essas que por afetarem profundamente toda a comunidade precisam de seu aval.
Quem tem razão? Onde está a verdade?
Existem duas razões e uma só verdade.
Quando enfatizamos tanto a razão, que a confundimos com a verdade, estamos nos enganando e magoando mais a nós próprios do que aos outros, pois a luta de quem acha que tem razão leva mais ao desespero do que aquele que luta por alguma coisa que pode ou não estar certo ou errado, aquele que não tem a certeza de estar com a verdade.
Muito se ouve falar na possibilidade de opinar sobre o impasse de quem tem razão. Ora, pode até importar quem tem razão, quando alguém não a tem.
Como resolver o impasse com o calçadão e uma infinidade de outros, onde mais de um está com a razão? A resposta é a verdade. Não uma verdade parcial ou provisória, é preciso buscar a verdade à luz da razão.
O intuito desse artigo, é fazer entender mais uma vez, às nossas autoridades, civis e militares, que todos nós sabemos quando e quem tem as suas razões. Não estamos procurando as razões ou quem as tem ou não tem. Estamos procurando a verdade, que é o único caminho a seguir.
A verdade é única, tarda mas aparece e pune todos que delas fugiram e pune, é verdade, alguns mais, outros menos, alguns com a prisão outros com a impossibilidade de exercerem cargos ou funções. Uns com a pecha de ladrões, outros só com a triste lembrança para seus filhos e netos de que foi um malandro, corrupto ou no mínimo incompetente.
Furtar-se das obrigações legais, esconder-se atrás de razões que todos temos para alegar, quando não queremos fazer alguma coisa, é fugir da verdade, é priorizar a má vontade, é procurar sempre alguém que tenha mais obrigação do que nós, para fazer algo que precisa ser feito, seja por Pedro ou por Paulo, irmãos na obrigação de fazer, sem ter nenhuma importância as razões que cada um tenha para não fazer.


Marinho Guzman

Publicado nos Jornais 1ª. Hora e Baixada Santista